Ando notando que eu consigo perambular por três estados: o de paz, o de caos e o de guerra... Paz e caos se complementam; na paz as coisas se organizam harmonicamente, e fica simples criar; o caos já é a desconstrução, é um momento de bagunçar! Tirar tudo pra fora das gavetas da mente, repensar, reciclar... Como se fossem processos constantes de morte e renascimento. Primavera e outono. Liberação e recuperação. Inspirar e expirar. Mas sozinhos eles se destroem! Constante caos te consome, até não restar mais combustível. Como um corpo sem alimento, que aos poucos começa a se alimentar de si mesmo para sobreviver. Constante paz te sufoca, acumula energia sem liberar, apenas criando e criando até explodir, como uma panela de pressão.
E temos o terceiro estado: Guerra. É interessante perceber que os dois outros estados, quando sozinhos, são bons estopins para a guerra: A escassez, e o excesso (que é o outro tipo de escassez). Quando não se tem essa energia, fazemos guerra para pegar de quem tem. E quando temos muita energia a insegurança da explosão cria guerra também, é preciso mostrar todo esse poder (pois há escassez por trás do excesso). A Guerra destrói a nível de não recuperação, diferente do Caos que recicla para que a Paz crie, e por isso esse terceiro estado é prejudicial. A guerra se desconecta de si e do outro.
Nos últimos tempos estive em estado de guerra, por isso me distanciei do blog, mas em compensação me aproximei cada vez mais do que eu queria vivenciar com esse processo de graduação informal (até por que estes três estados não se distanciam tanto, é muito fácil entrar em estado de guerra, mas é tão fácil quanto entrar nos outros dois estados ao mesmo tempo). Eu estava conectando muitas coisas, mas não percebia isso pois a guerra nos cega. Mas de repente eu encontrei uma pequena conexão com minha potência e a guerra cessou, virou um conflito. Como se largássemos as armas, que distanciam, desconectam do tato e partíssemos para um movimento. Não um combate corpo a corpo, mas exercer contato no corpo do outro, impelindo força, como quando as pessoas giram agarradas no chão, mas parece mais um abraço, como se a gente percebesse que queda de braço é um aperto de mão. Entrei então nesse estado de conflito que é o caos, e me conectei ao problema ao invés de me fazer tentar destruí-lo.
Quando eu voltei ao estado de paz tudo começou a ficar claro e eu entendi um processo que eu tinha vivenciado, eu não entendia tanto o significado real do doutorado informal, haviam me convencido, mas se convencer não é acreditar. A partir daí percebi outros três estados, três estados da experiência (do aprendizado, do compartilhar). O dependente, o independente e o interdependente.
Me encontrava no aprendizado dependente, que é o mais comum, muitos pais e principalmente a escola nos criam para sermos dependentes, esse tipo de aprendizado nos desconecta de nós mesmos, e passamos a acreditar que dependemos de outras pessoas, que não conseguimos, que é difícil demais, já que somos incapazes (escassez). Depois que eu me reconectei comigo mesmo (isso ainda no colegial, mas não saí por completo do aprendizado dependente) entrei no aprendizado independente, que também é comum. É quase como aquele aluno bagunceiro que costuma ser um dos mais geniais, mas é também o mais incompreendido. Quando entramos na independência nós descobrimos que conseguimos algo, mas entramos num estado de "Acredite em mim, eu consigo", ainda em convencimento e não em crença pura. E como o modelo social é o modelo da dependência (apesar de nos pedir independência, confuso, eu sei) e tenta nos provar que somos incapazes, nós nos desconectamos do outro, e passamos a acreditar que não precisamos de ninguém, mas no fundo achamos que não merecemos. (excesso, que esconde escassez).
Mas aos poucos estou descobrindo esse terceiro estado, o de interdependência, que não nega nenhum dos dois anteriores, nem os repete, mas transmuta. No estado de interdependência eu passo a entender que: Não dependo de ninguém, mas preciso de todos. Me reconecto com a potência do ambiente e com minha própria potência e as possibilidades surgem muito naturalmente, eu passo a confiar ao invés de pedir que me convençam (Acredite em mim, eu consigo), e deixo de me inferiorizar em relação ao outro, mas apenas confio nele também.
-Na dependência eu acato a energia que vem de cima na dicotomia (ele superior, eu inferior -ganha/perde)
Me sinto incapaz.
-Na independência eu forço de volta, tentando empurrar a energia que me aperta (eu superior, ele superior -perde/perde)
Me sinto não merecedor.
-Na interdependência eu penso no mundo de forma horizontal, as energias não se apertam, mas se completam e criam pontes (conexão sem dicotomia - ganha/ganha)
Me sinto humano.
Quando notei que havia muito desses dois processos no meu de aprendizagem informal eu percebi o que estava impedindo que tudo isso fluísse, e mais! Percebi que estava fluindo esse tempo todo, mas não da forma como eu pensei, ao me abrir para uma educação informal e tão logo interdependente, eu me abri para me educar a todo instante, vi que eu não escolho com quem aprendo, e nem quem aprende comigo. Que é preciso apenas o encontro, o encontro com o outro, e o encontro com a potência que existe em mim, que me diz "Eu não sabia que eu sabia isso". E daí eu descubro algo além da escassez, e do excesso (de escassez): A abundância (que está além de não ter ou ter, está no compartilhar, no ser)
E aos poucos vou entendendo que sei por que no processo de entender a anatomia do meu olhar eu tenho tanto que me conectar ao olhar de tantos outros. E eu não sabia que sabia.
Bons olhares, Ciano.
E temos o terceiro estado: Guerra. É interessante perceber que os dois outros estados, quando sozinhos, são bons estopins para a guerra: A escassez, e o excesso (que é o outro tipo de escassez). Quando não se tem essa energia, fazemos guerra para pegar de quem tem. E quando temos muita energia a insegurança da explosão cria guerra também, é preciso mostrar todo esse poder (pois há escassez por trás do excesso). A Guerra destrói a nível de não recuperação, diferente do Caos que recicla para que a Paz crie, e por isso esse terceiro estado é prejudicial. A guerra se desconecta de si e do outro.
Nos últimos tempos estive em estado de guerra, por isso me distanciei do blog, mas em compensação me aproximei cada vez mais do que eu queria vivenciar com esse processo de graduação informal (até por que estes três estados não se distanciam tanto, é muito fácil entrar em estado de guerra, mas é tão fácil quanto entrar nos outros dois estados ao mesmo tempo). Eu estava conectando muitas coisas, mas não percebia isso pois a guerra nos cega. Mas de repente eu encontrei uma pequena conexão com minha potência e a guerra cessou, virou um conflito. Como se largássemos as armas, que distanciam, desconectam do tato e partíssemos para um movimento. Não um combate corpo a corpo, mas exercer contato no corpo do outro, impelindo força, como quando as pessoas giram agarradas no chão, mas parece mais um abraço, como se a gente percebesse que queda de braço é um aperto de mão. Entrei então nesse estado de conflito que é o caos, e me conectei ao problema ao invés de me fazer tentar destruí-lo.
Quando eu voltei ao estado de paz tudo começou a ficar claro e eu entendi um processo que eu tinha vivenciado, eu não entendia tanto o significado real do doutorado informal, haviam me convencido, mas se convencer não é acreditar. A partir daí percebi outros três estados, três estados da experiência (do aprendizado, do compartilhar). O dependente, o independente e o interdependente.
Me encontrava no aprendizado dependente, que é o mais comum, muitos pais e principalmente a escola nos criam para sermos dependentes, esse tipo de aprendizado nos desconecta de nós mesmos, e passamos a acreditar que dependemos de outras pessoas, que não conseguimos, que é difícil demais, já que somos incapazes (escassez). Depois que eu me reconectei comigo mesmo (isso ainda no colegial, mas não saí por completo do aprendizado dependente) entrei no aprendizado independente, que também é comum. É quase como aquele aluno bagunceiro que costuma ser um dos mais geniais, mas é também o mais incompreendido. Quando entramos na independência nós descobrimos que conseguimos algo, mas entramos num estado de "Acredite em mim, eu consigo", ainda em convencimento e não em crença pura. E como o modelo social é o modelo da dependência (apesar de nos pedir independência, confuso, eu sei) e tenta nos provar que somos incapazes, nós nos desconectamos do outro, e passamos a acreditar que não precisamos de ninguém, mas no fundo achamos que não merecemos. (excesso, que esconde escassez).
Mas aos poucos estou descobrindo esse terceiro estado, o de interdependência, que não nega nenhum dos dois anteriores, nem os repete, mas transmuta. No estado de interdependência eu passo a entender que: Não dependo de ninguém, mas preciso de todos. Me reconecto com a potência do ambiente e com minha própria potência e as possibilidades surgem muito naturalmente, eu passo a confiar ao invés de pedir que me convençam (Acredite em mim, eu consigo), e deixo de me inferiorizar em relação ao outro, mas apenas confio nele também.
-Na dependência eu acato a energia que vem de cima na dicotomia (ele superior, eu inferior -ganha/perde)
Me sinto incapaz.
-Na independência eu forço de volta, tentando empurrar a energia que me aperta (eu superior, ele superior -perde/perde)
Me sinto não merecedor.
-Na interdependência eu penso no mundo de forma horizontal, as energias não se apertam, mas se completam e criam pontes (conexão sem dicotomia - ganha/ganha)
Me sinto humano.
Quando notei que havia muito desses dois processos no meu de aprendizagem informal eu percebi o que estava impedindo que tudo isso fluísse, e mais! Percebi que estava fluindo esse tempo todo, mas não da forma como eu pensei, ao me abrir para uma educação informal e tão logo interdependente, eu me abri para me educar a todo instante, vi que eu não escolho com quem aprendo, e nem quem aprende comigo. Que é preciso apenas o encontro, o encontro com o outro, e o encontro com a potência que existe em mim, que me diz "Eu não sabia que eu sabia isso". E daí eu descubro algo além da escassez, e do excesso (de escassez): A abundância (que está além de não ter ou ter, está no compartilhar, no ser)
E aos poucos vou entendendo que sei por que no processo de entender a anatomia do meu olhar eu tenho tanto que me conectar ao olhar de tantos outros. E eu não sabia que sabia.
Bons olhares, Ciano.
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